História da Marca

Onze gerações... uma única paixão

260 Anos de Tradição

A RIEDEL pode olhar orgulhosamente para os seus 260 anos de uma história de sucesso. Desde o seu início, no norte da Boémia até à atualidade, durante mais de 11 gerações (por enquanto), a RIEDEL GLASS tem vindo a ser responsável pela luxuosa arte do fabrico de vidro. Em 1673, quando Johann Christoph Riedel nasceu, na cidade boémia de Neuschloss, ninguém poderia ter suspeitado que se tratava também do nascimento de uma das maiores empresas vidreiras a nível mundial. Johann Riedel foi o ponto de partida para uma linhagem direta de várias gerações até ao Diretor Executivo atual, Georg J. Riedel, e ao seu filho Maximillian. Cada um dos Riedel desta longa linhagem pôde contribuir, com as suas perspetivas e competências pessoais, para o êxito da empresa e para o que esta é atualmente.

 

 

• 1.ª Geração

A família Riedel e a sua ligação ao vidro pode ser identificada até Johann Christoph Riedel (1.ª geração), que ficou conhecido como o "Ur Riedel" - o Riedel original. Em 1723, Johann Christoph Riedel foi assassinado quando regressava das suas viagens, enquanto comerciante de vidro; os dois assassinos acreditavam que transportava uma grande quantia de dinheiro. A história de Johann Christoph tornou-se famosa, tendo sido contada de geração em geração um pouco por toda a Boémia.

• 3.ª Geração

Johann Leopold (3.ª geração - neto de Johann Christoph) começou a sua carreira por baixo na fábrica de vidro do seu primo. O jovem Riedel destacou-se como vidreiro, mas isto aconteceu numa época em que as vendas de vidro caíram drasticamente e a fábrica teve que ser fechada. Pouco tempo depois e com a ajuda de um empréstimo e de uma retoma do mercado, o forno foi novamente acendido. Em 1756, com o empréstimo saldado e com o negócio a ser bem sucedido, Johann Leopold foi autorizado pelo tribunal local a administrar o negócio de forma independente em regime de locação e assim nasceu a primeira fábrica Riedel em Zenckner, Antoniwald, precisamente quando estalou a Guerra dos Sete Anos.

Em 1775, quando a fábrica tinha acabado de ser construída e a produção começava a florescer, pairou sobre o horizonte uma nova crise - a Guerra da Sucessão da Baviera, durante a qual os prussianos devastaram as zonas rurais, incendiando outras fábricas de vidro localizadas nas montanhas de Jizera

• 4.ª Geração

Depois da morte de Johann Leopold, Anton Leopold (4.ª geração - filho mais velho Johann Leopold) assumiu a liderança da fábrica de Neuwiese com um entusiasmo pelo negócio idêntico ao do seu pai. Os tempos prósperos foram interrompidos pelas Guerras Napoleónicas, que minaram o comércio internacional e resultaram numa estagnação das vendas e na desvalorização da moeda. Anton Leopold começou então a fazer experiências com diversos métodos de produção e com novas formas de distribuição. O seu primeiro projeto foi um trabalho de melhoria do vidro.

• 5.ª Geração

Quando Anton Leopold morreu, em 1821, o seu filho Franz Xaver Anton (5.ª geração) enfrentou tempos mais auspiciosos - a economia estava em fase de recuperação e o elegante estilo Biedermeier, com as suas aguarelas românticas, assentou como uma luva aos artesãos vidreiros boémios. Franz Xaver Anton demonstrou ter o habitual "olho para o negócio" dos Riedel, assim como um tremendo talento artístico - uma combinação rara! A era de Franz Xaver Anton pode ser considerada o elo entre as antigas fábricas de vidro nas florestas e a moderna produção industrial, tal como a conhecemos atualmente. A procura por contas, joias e botões luxuosos generalizou-se e a produção destas rapidamente começou a funcionar a todo o vapor. Vidro de melhor qualidade e o desenvolvimento de novas cores colocaram-no na vanguarda da indústria vidreira.

• 6.ª Geração

Numa época patriarcal, e apenas com uma filha (Anna Maria - 6º geração), Franz Xaver Anton, em 1830, vê se obrigado a chamar o seu sobrinho de 14 anos, Josef, para o negócio. Este começou a partir de baixo, assumindo voluntariamente qualquer tarefa de forma a conhecer profundamente o funcionamento de uma fábrica de vidro. Quatro anos antes da morte de Franz Xaver em 1844, o problema de sucessão da dinastia Riedel foi solucionado com o casamento entre Josef e a sua prima Anna Maria, filha de Franz Xaver.

• 7.ª Geração

Josef Riedel foi um empresário extremamente motivado e altamente bem-sucedido tendo, em 1849, expandido ainda mais o negócio com a aquisição de outra fábrica de vidro. Tudo corria de feição na sua vida até que, em 1855, a sua adorada esposa Anna Maria morreu, aos 36 anos, deixando quatro filhos. A sua dor foi tal que Josef não conseguiu permanecer em Antoniwald e mudou-se para perto da sua nova fábrica, em Unter-Polaun, onde se embrenhou no trabalho. Em 1859, Josef casou com Johanna Newinger e, em 1866, começou a construção de outra fábrica junto da que já existia em Wilhelmshöhe, para substituir a fábrica original, Zenkner, em Antoniwald.

O negócio foi crescendo cada vez mais e os seus quatro filhos, Otto, Hugo, Wilhelm e Josef (o quarto filho era do segundo casamento) começaram a trabalhar neste negócio de larga escala, contudo Josef Riedel não mostrava sinais de abrandamento introduzindo fornos a gás na produção, que funcionavam a carvão, pondo assim fim ao abate de árvores nas florestas. Trabalhou até à sua morte, em 1894, deixando ao seu filho Josef Júnior um império vidreiro incomparável com qualquer outro em todo o mundo.

Josef Júnior (7.ª geração) tinha obviamente à sua frente um legado difícil de acompanhar. Este decidiu fazer as coisas à sua maneira e não tentar imitar o seu pai, concentrando-se noutras áreas do negócio, nas quais se destacaria por mérito próprio. Josef Júnior foi bem-sucedido no desenvolvimento de uma máquina que mecanizasse as hastes e tubos de extração necessários para a produção de contas com dimensões de um a quatro milímetros - um marco na história da produção de vidro.

• 8.ª Geração

Walter Riedel (filho de Josef Júnior - 8.ª geração), vivenciou os maiores altos e baixos que se possam imaginar: devido ao facto de ser um dos maiores industriais da Europa, teria de suportar dez anos de encarceramento na Rússia. Quando regressou da sua missão, como artilheiro em Itália, durante a Primeira Guerra Mundial, Walter começou a trabalhar na empresa do seu pai, assumindo a direção após a morte de Josef, em 1924. Nos anos 20 deu-se uma depressão mundial, que culminou no crash da Bolsa de Valores de Nova Iorque, em 1929, após o qual o protecionismo nacional na Alemanha aumentou, o que resultou na diminuição das exportações e no aumento do desemprego. Pouco depois de a guerra ter rebentado, Walter começou a produzir fibra de vidro fina e com capacidade de fiação. Outro industrial, Werner Schuller, desenvolveu outro método para a fiação de fibra de vidro sem recurso à platina, que foi patenteado. O Ministério da Aviação reconheceu uma aplicação militar para este material e como que coagiu Riedel e Schuller a desenvolverem um empreendimento conjunto para o produzir. Depois disso, o Ministério perguntou a Walter se conseguiria produzir um ecrã de vidro de 76 centímetros quando, na época, o máximo atingível era de apenas 38 centímetros. Três semanas depois deste pedido, Walter apareceu em Berlim com um cinescópio de 76 centímetros, espantando os militares com a sua perícia técnica, pela qual, ironicamente, viria a pagar com dez anos da sua vida.

O fim da Riedel ocorreu em maio de 1945, quando os russos invadiram Polaun pelo norte e os partidários checos se precipitaram em massa pelo sul. Walter Riedel recebeu uma ordem do novo governo checoslovaco para não interromper o funcionamento da empresa, agora nacionalizada - toda a fortuna dos Riedel foi reclamada pelo estado; duzentos anos e oito gerações de trabalho desapareceram virtualmente do dia para a noite. Dezasseis dias depois de os EUA terem lançado a bomba atómica sobre Hiroshima, Walter Riedel foi detido e levado para um campo no Leste da Sibéria, tendo sido posteriormente transferido para a Rússia na qualidade de "adjudicatário forçado" onde inicialmente ajudou a reconstruir fábricas de vidro russas. Quando o seu contrato de cinco anos terminou, Walter tentou partir mas os russos tinham outros planos. Lançou um apelo à Embaixada da Áustria em Moscovo, que apenas serviu para ser acusado de espionagem por, alegadamente, revelar à embaixada o teor do seu trabalho - foi condenado a 25 anos de prisão.

• 9.ª Geração

Após a morte de Estaline e dos enormes esforços do Chanceler alemão Adenauer em nome dos prisioneiros de guerra, Walter pôde finalmente regressar a casa, em 1955. Enquanto Walter esteve na Rússia, o seu filho Claus (9.ª geração), emancipou-se e acabou por chegar à Áustria, onde finalmente a fortuna dos Riedel viu melhores dias. Claus tinha sido feito prisioneiro de guerra e encontrava-se num comboio a atravessar o Passo do Brennero quando se apercebeu que estava perto da casa do seu amigo e, por isso, saltou do comboio, ficando a 17 quilómetros da vila onde um dos seus companheiros de prisão habitava. O responsável pela fábrica de vidro local, Swarovski, tinha ouvido que se encontrava um Riedel na vila e pediu para o ver. Swarovski tinha aprendido a arte da produção de vidro com o bisavô de Claus, Josef, e acolheu Claus como um filho, chegando até a enviá-lo para a universidade para estudar química.

Claus Riedel teve vários empregos entre 1951 e 1956, acabando por se instalar em Innsbruck, na Áustria. Isto aconteceu mais ou menos na altura em que os Swarovski foram abordados para assumir a administração de uma fábrica de vidro na pequena cidade de Kufstein, perto de Innsbruck, na Áustria, mas recusaram pois a produção de cálices não se enquadrava no seu perfil. Claus não dispunha de capital para comprar a fábrica mas os Swarovski avançaram com o dinheiro e Claus assumiu o controlo da fábrica falida Tiroler Glashütte, atualmente a fábrica Riedel.

Após um período de reajustamento, Walter embrenhou-se no novo negócio juntamente com o seu filho mas os dois tinham ideias bastante diferentes a nível de prioridades - Claus inclinava-se muito para a produção de cálices e Walter preferia peças de elevado rendimento. Estas diferenças conduziram a um conflito inevitável. Na família Riedel, este tipo de conflito entre as duas gerações era considerado muito saudável, levando ao surgimento do lema da família - "atiça o fogo mas não guardes as cinzas." A fábrica Riedel seguia agora numa direção totalmente nova - cálices de vinho elegantes, delicados e sem adornos. No seu catálogo de 1961, Claus Riedel apresentou pela primeira vez a sua visão de copos especialmente desenvolvidos para realçar tipos de vinhos específicos, notabilizando a Riedel como nunca antes pois, até à data, era unicamente a estética que ditava as tendências no que dizia respeito aos cálices e não a funcionalidade.

A série Sommeliers de produção manual foi lançada em 1973, apresentando o novo e revolucionário conceito à indústria do vinho e alterando para sempre o mundo dos copos de vinho. Com a sua investigação relativamente ao modo como o formato de um copo afeta o vinho no seu interior, Claus descobriu um fator crucial - teoricamente, todos os copos usados pelas pessoas para beber vinho, eram demasiado pequenos para fazer justiça ao vinho. A série Sommeliers foi galardoada com inúmeros prémios em todo o mundo.

• 10 .ª e 11.ª Geração

Georg Riedel (10.ª geração) desenvolveu ainda mais as teorias de Claus, produzindo copos específicos para cada casta e mecanizando a produção de copos de vinho com a sua série Vinum, tornando os copos da Riedel bastante mais acessíveis para os apreciadores de vinho em todo o mundo. Embora Claus fosse um talentoso designer, tal como comprovado pelo facto de o Comité Olímpico Nacional o ter incumbido de conceber e produzir as taças para os Jogos Olímpicos de 1968, o seu filho Georg trouxe uma perspetiva calmante e analítica para o negócio, detetando rapidamente fraquezas na estrutura empresarial. À medida que Georg foi assumindo cada vez mais a estratégia da empresa, Claus foi ficando gradualmente menos envolvido, até que Georg assumiu a direção da empresa em 1987.

Georg fez do desenvolvimento de copos específicos para realçar vinhos individuais, a missão da sua vida, viajando pelo mundo para organizar workshops com especialistas na sua respetiva área, de forma a desenvolver todo um leque de copos. Uma vez que o mundo do vinho continua a sofrer alterações, a Riedel terá sempre capacidade para desenvolver ainda mais copos. Com a décima e décima primeira gerações da família Riedel, Georg e Maximilian, a sua história continuará a ser registada.

O tremendo talento de Georg para o pensamento estratégico conduziu à aquisição, por parte da Riedel, da empresa vidreira alemã F. X. Nachtmann em 2004. Georg tomou esta importante decisão para o futuro da Riedel pois vê potencial para um enorme crescimento no setor do vidro de produção mecânica. Existirá sempre um mercado para copos elegantes de produção manual, mas na vertente da produção mecânica existe muito mais concorrência e é crucial permanecer na linha da frente. Georg está a fazer jus ao impressionante passado dos seus antepassados, através de pura dedicação, determinação, inovação e progressismo.

A familia Riedel
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